Césio 137 em Goiânia, o brilho da morte – Geopizza #08

Em 1987, 19 gramas de Césio 137 em Goiás matou 4 pessoas e afetou mais de 1600 em setembro daquele ano. Hoje, mais de 700 vítimas possuem problemas físicos ou psicológicos devido à exposição ao elemento Césio-137, oriundo de uma máquina de radiografia, encontrada em um terreno abandonado.


Seu conteúdo foi exposto por dois catadores de lixo que pretendiam reciclar o aparelho e desconheciam da radiação.


Mesmo após a contaminação parcial da cidade de Goiânia, o governo local mentiu para a população e disse que o mal estar das vítimas foi ocasionado por um vazamento de gás: essa negligência custou a saúde de dezenas de policiais e profissionais que realizaram a limpeza da região contaminada.


Famílias inteiras foram evacuadas da zona de risco, com mais de 110 mil pessoas inspecionadas no Estádio Olímpico de Goiânia.


A tragédia sobre a fonte radioativa só foi revelada ao público mais tarde por parte de jornalistas.


Até hoje, mais de 700 vítimas que deveriam receber pensão para adquirir remédios que controlam a radiação do organismo chegam a receber ⅓ do valor dos remédios. Muitas tornaram-se depressivas, tabagistas ou alcoólatras.


Os médicos e físicos responsáveis por esse acidente – donos do terreno onde a máquina de radiografia estava abandonada incorretamente durante anos – não foram indiciados de nenhuma forma, tendo suas identidades já reveladas desde a década de 90.


Na 8º edição do podcast do Geopizza, narramos uma história nacional extremamente recente que ainda deixa cicatrizes em Goiânia e em todo o Brasil, prova da irresponsabilidade do governo estadual e federal.


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